O coração do MacBook Neo é o chip A18 Pro, com 6 núcleos de processamento. Trata-se essencialmente da mesma arquitetura presente no iPhone 16 Pro, com uma única diferença cirúrgica imposta pela Apple: o chip do notebook possui um núcleo de GPU (vídeo) a menos que a versão mobile.
Apesar desse ligeiro corte gráfico, a força bruta do processador é estarrecedora. Na plataforma de testes Geekbench, o MacBook Neo cravou incríveis 3.461 pontos em single-core (núcleo único) e 8.668 pontos em multi-core (múltiplos núcleos). No teste Metal, que mede a capacidade gráfica do sistema, a máquina alcançou a marca de 31.286 pontos — uma leve queda em relação aos 32.575 do iPhone 16 Pro, justificando perfeitamente a ausência do núcleo gráfico extra.
O fim do reinado do M1
Para colocar esses números em perspectiva e entender o tamanho do salto tecnológico, precisamos olhar para o espelho retrovisor da Apple. O MacBook Air com chip M1, lançado no final de 2020, tornou-se um dos notebooks mais vendidos e aclamados de toda a história da informática devido ao seu custo-benefício.
Nos mesmos testes, o venerável M1 registra 2.346 pontos em single-core e 8.342 em multi-core. Isso significa que o novo MacBook Neo esmaga o M1 em tarefas de núcleo único (uma vitória por uma margem de quase 50%), aproximando o seu desempenho de single-core aos níveis altíssimos vistos nas recentes famílias M3 e M4. Em tarefas que exigem todos os núcleos simultaneamente, o Neo também vence o M1, embora por uma margem mais apertada.
Pontuação: A18 Pro x M1
- A18 Pro: 3445 em single-core/ 8624 em multi-core / 32575 no Metal
- M1: 2345 em single-core / 8352 em multo-core / 33148 no Metal
Esse cenário muda de figura quando o comparamos ao atual topo de linha ultraportátil, o MacBook Air M4 (3.696 em SC e 14.730 em MC). Aqui, os limites do chip de iPhone ficam claros: o Neo não foi feito para renderizar vídeos pesados em 4K no Final Cut Pro ou modelar ambientes complexos em 3D. O poder de multi-core da arquitetura “M” ainda é essencial para o mercado profissional.
A mira da Apple está na Intel e no Windows
O detalhe mais fascinante sobre o lançamento do MacBook Neo é a estratégia de marketing adotada por Tim Cook. A Apple recusou-se deliberadamente a comparar o Neo com outros Macs ou com o iPad Pro. O alvo desta máquina está do outro lado do balcão: os PCs com Windows na mesma faixa de preço.
O material oficial da Apple posiciona o A18 Pro como um “assassino de intermediários”, afirmando que o chip é até 50% mais rápido em atividades quotidianas do que o notebook Windows mais vendido equipado com o recente processador Intel Core Ultra 5. Mais do que isso, a maçã garante que as operações de Inteligência Artificial processadas localmente (on-device) são três vezes superiores na sua nova máquina básica.



