EUA retiram lista nova de empresas supostamente ligadas a Exército da China

Os Estados Unidos retiraram uma lista atualizada de empresas chinesas que teriam supostamente auxiliado as Forças Armadas de Pequim logo após a publicação nesta sexta-feira (13), com o acréscimo de algumas das maiores empresas da China como Alibaba e Baidu.

O link para o Registro Federal do governo dos EUA, onde a lista 1260H do Pentágono havia sido publicada, foi substituído por um aviso de “retirada” cerca de uma hora após a publicação.

“Uma carta da agência solicitando a retirada deste documento foi recebida após a colocação em inspeção pública”, publicou o Registro Federal em uma nota, sem fornecer um motivo.

O Pentágono não pôde ser contatado imediatamente para comentar o assunto.

Embora a lista não imponha formalmente sanções às empresas chinesas, de acordo com uma nova lei, o departamento será impedido nos próximos anos de contratar e adquirir produtos de empresas incluídas na lista.

A atualização da lista pode contrariar Pequim após a trégua comercial alcançada pelo presidente da China, Xi Jinping, e pelo dos EUA, Donald Trump, em outubro. Trump deve viajar para a China em abril, embora as datas exatas da visita ainda não tenham sido definidas.

Outras adições à lista nesta sexta-feira (13) incluíram a montadora BYD, a empresa de biotecnologia WuXi AppTec e a empresa de tecnologia robótica baseada em IA RoboSense Technology Co Ltd, enquanto a fabricante de chips de memória YMTC foi removida.

A inclusão na lista envia uma mensagem aos fornecedores do Pentágono e outras agências governamentais dos EUA sobre a opinião das Forças Armadas dos EUA sobre as empresas. Algumas delas processaram os EUA pela inclusão.

Um porta-voz da Alibaba disse que não havia base para a inclusão e ameaçou entrar com uma ação judicial.

“A Alibaba não é uma empresa militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão militar-civil”, afirmou.

A lista já inclui grandes empresas chinesas, como a Tencent Holdings, uma das maiores empresas de tecnologia da China, e a CATL, uma grande fabricante de baterias para a indústria de veículos elétricos.

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