O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), admitiu em nota divulgada nesta quinta-feira (12) ser sócio da Maridt, empresa ligada a seus familiares que vendeu uma participação do Resort Tayayá ao Fundo Arleen, ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O ministro diz ainda que desconhece o gestor da Arleen e que nunca manteve relação de amizade, “muito menos amizade íntima”, com Vorcaro. O ministro acrescentou ainda que jamais recebeu qualquer valor do banheiro ou do cunhado dele, Fabiano Zettel.
Toffoli afirma em nota que a Lei da Magistrartura permite que ministros integrem quadros societários de empresas, desde que não as administre, e que suas declarações à Receita Federal sempre foram “devidamente aprovadas”.
“Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição”, afirmou.
Toffoli diz ainda que a Maridt deixou completamente o grupo Tayaya Ribeirão Claro em fevereiro de 2025 e que a venda de cotas ao Fundo Arllen foi efetivada em 2021, anos antes da ação referente à compra do Banco Master pelo BRB ser distribuída a ele na Suprema Corte.
“A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao Ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”, argumentou.
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