Por que prédios e condomínios proíbem instalação de ar-condicionado

O ar-condicionado é objeto de desejo durante grandes ondas de calor. Porém, nem todo prédio ou condomínio permite a instalação desse item nas residências.

Dados da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) prevê um faturamento de R$ 55,62 bilhões no setor de Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração do Brasil. As altas temperaturas do verão são um dos principais motivos para a mudança, mas nem todo local é adaptado.

Antes de se mudar para o apartamento, é importante conferir se o lugar está apto ao uso do equipamento: edifícios podem barrar a instalação pelo consumo elétrico ou pelas alterações na fachada.

Demanda elétrica

Um dos principais motivos para não ter a permissão para a instalação é a estrutura elétrica do prédio. O ar-condicionado é um “vilão” do consumo de energia e alguns prédios proíbem o uso por conta de riscos de segurança.

A rede elétrica precisa ser adaptada para atender a essa demanda energética. Caso muitas residências usem o eletrodoméstico sem respeitar as regras do local, há um risco de sobrecarga (quando a corrente elétrica é maior do que o cabo suporta) ou até de incêndios envolvendo a fiação elétrica.

O próprio edifício determina se a instalação é possível após consulta com um engenheiro, que avalia os transformadores das ruas e a rede elétrica do local. Além disso, há uma Norma Brasileira Regulamentadora que exige apresentação de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) (primeiro o nome e depois a sigla) para colocar ar-condicionado no apartamento.

Essa restrição vale até para os modelos portáteis, visto que o consumo de energia também é alto com esses aparelhos.

Mudanças na fachada

Outra regra que pode dar dor de cabeça entre moradores envolve a fachada do prédio: muitos edifícios proíbem alterações bruscas no local e, por isso, não é possível instalar os modelos split (com um motor exposto na parte externa).

Existem fachadas que não podem ser modificadas, mas ao menos oferecem um espaço para colocar o equipamento. Em outras situações, é necessário consumir uma área da sacada.

Alguns desses problemas são mais comuns em edifícios antigos, construídos em épocas em que o ar-condicionado não era tão difundido. No entanto, até prédios mais novos podem impedir o uso do aparelho pela questão energética.

Não posso instalar ar-condicionado. O que fazer?

A alternativa é procurar por outras formas para refrescar o ambiente, como os climatizadores de ar. O poder de resfriamento é menor, mas pelo menos podem ser usados na maioria das residências.

O climatizador evapora a água para resfriar, ideal para regiões mais secas, mas não é tão eficiente no litoral ou em locais mais úmidos.

O bom e velho ventilador é uma solução versátil, mas não é tão eficaz para combater ondas mais intensas de calor, como explica o conselheiro da ABRAVA, João Aureliano, ao Podcast Canaltech.

“Os ventiladores evoluíram, no entanto há um limite físico: eles apenas movimentam o ar no ambiente e não removem. Em cenários de calor extremo, sua eficácia cai drasticamente, por isso o avanço tecnológico mais profundo se concentra nos sistemas de climatização ativa, que efetivamente controlam temperatura e umidade”, afirma.

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