O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou nesta terça-feira (10) que a relação dos EUA com a China pode ser muito produtiva.
“A relação entre os EUA e a China está agora em um momento muito confortável. Seremos rivais, mas queremos que a rivalidade seja justa”, destacou Bessent em uma participação por vídeo em um evento organizado pelo BTG Pactual, em São Paulo. “Não queremos nos desvincular da China, mas precisamos reduzir os riscos”.
Bessent deve se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, nas próximas semanas, antes da visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China em abril.
O Tesouro não divulgou detalhes sobre a data ou o local do encontro de Bessent com He.
Bessent apontou no evento do BTG Pactual que os EUA estão trabalhando para “retomar a soberania” da China em setores estratégicos, incluindo minerais essenciais, semicondutores e medicamentos.
“Sempre seremos concorrentes”, afirmou ele. “E acredito que a concorrência nos torna melhores, nos impede de estagnar”, continuou.
No longo prazo, ele acrescentou que a China teria que reequilibrar a economia, acrescentando que “o mundo não pode ter uma situação em que a China mantenha persistentemente um superávit comercial de US$ 1 trilhão”.
Bessent e o representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, conversaram por telefone com He em dezembro, e ambos concordaram em promover o desenvolvimento estável das relações comerciais e econômicas bilaterais, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua na época.
O último encontro entre Bessent e He ocorreu na Malásia, em outubro, quando ambos discutiram um modelo de acordo no qual Pequim concordou em adiar os controles de exportação de terras raras e Washington eliminou a tarifa de 100% imposta pelos EUA aos produtos chineses.
O secretário do Tesouro norte-americano afirmou nas últimas semanas que a China está no caminho certo para cumprir os compromissos no âmbito do acordo comercial com os EUA, incluindo a compra de soja americana.

