Rendimentos de IPOs nos EUA devem atingir US$ 160 bi em 2026, diz Goldman

Os mercados acionários dos Estados Unidos devem registrar uma forte aceleração nas ofertas públicas iniciais (IPOs) em 2026, afirmaram analistas do Goldman Sachs, prevendo que os rendimentos quadruplicarão para um recorde de US$ 160 bilhões, à medida que nomes de destaque como SpaceX, OpenAI e Anthropic se aproximam de listagens públicas.

A corretora de Wall Street também espera que o número de IPOs dobre para 120 este ano, à medida que a melhora no crescimento econômico, os preços mais altos das ações e as condições financeiras mais favoráveis despertam o apetite por negócios.

A previsão marca o maior ano já registrado em receitas absolutas, afirmaram os analistas em nota divulgada na sexta-feira (6), acrescentando que o valor das IPOs ainda representaria apenas uma pequena fatia da capitalização de mercado total dos EUA, refletindo o crescimento do mercado de ações na última década.

Doze empresas levantaram cerca de US$ 5 bilhões por meio de IPOs até agora em 2026, incluindo a fabricante de equipamentos de IA Forgent Power e a empresa biofarmacêutica Eikon Therapeutics. A fabricante de chips de IA Cerebras Systems, rival da Nvidia, que acaba de levantar US$ 1 bilhão em uma rodada de financiamento em estágio avançado que a avaliou em US$ 23 bilhões, também está na disputa.

As empresas de software e saúde devem dominar o mercado de IPOs em questão de volume, enquanto uma parte de empresas de tecnologia e inteligência artificial em estágio avançado devem impulsionar os rendimentos, de acordo com a nota.

No centro das atenções dos investidores estão algumas empresas privadas de grande valor, incluindo a SpaceX, de Elon Musk, a empresa de inteligência artificial Anthropic e a fabricante do ChatGPT, OpenAI, cujas potenciais estreias em bolsa provavelmente definirão a escala e o tom do próximo ciclo de IPOs.

As listagens de grandes empresas privadas moldarão o mercado de IPO de 2026, apontaram analistas, com receitas que variam de aproximadamente US$ 80 bilhões a quase US$ 200 bilhões, em comparação com um cenário base de US$ 160 bilhões.

No entanto, as quedas das ações de software no início do ano ressaltaram os riscos de avaliação, alertaram os analistas, especialmente porque o setor é responsável por cerca de um quarto da carteira de IPO.

“A volatilidade contínua dos preços das ações e a confiança das empresas são os principais riscos macroeconômicos para nossa previsão. O peso substancial do setor de software na carteira de IPOs é outro risco”, acrescentou Goldman.

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