Laudo produzido pela Polícia Federal (PF) e divulgado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (6), aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode permanecer na “Papudinha” mesmo em tratamento de doenças. O documento descarta a necessidade de transferência para um hospital penitenciário ou para prisão domiciliar. De acordo com o documento, o quadro clínico do ex-mandatário é estável.
A perícia foi solicitada por Moraes após a defesa de Bolsonaro alegar debilidade física e pedir “prisão domiciliar humanitária” em razão de uma queda sofrida no início do ano. O ministro retirou o sigilo do documento e deu cinco dias para que os advogados e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem.
Os peritos confirmaram que Bolsonaro, de 70 anos, possui comorbidades, como pressão alta, obesidade, apneia do sono, artérias entupidas e refluxo. No entanto, o laudo afirma que todas essas condições estão sob controle, seja por meio de medicamentos ou uso de equipamentos como o CPAP (para apneia).
O exame também nega diagnósticos mais graves sugeridos por médicos assistentes da defesa. A PF diz que não encontrou evidências de pneumonia bacteriana, anemia por deficiência de ferro, depressão ou sarcopenia (perda de massa muscular).
Apesar de negar a transferência, o laudo recomendou adaptações na cela para evitar novos acidentes, como a instalação de barras de apoio no banheiro e corredores, além de campainhas de emergência e acompanhamento fisioterapêutico contínuo.
Bolsonaro está custodiado em uma Sala de Estado Maior com 38,5 m², que inclui quarto, banheiro privativo e copa, além de contar com ar-condicionado e acesso a uma área externa para banho de sol.

