CPMI do INSS tem aval para ampliar prazo das investigações, mas decisão é de Alcolumbre

O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (29), em conversa com jornalistas, que o pedido de prorrogação dos trabalhos da comissão já reúne o número mínimo de assinaturas para ser protocolado oficialmente, contudo, a decisão sobre a extensão do prazo caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

De acordo com o presidente da Comissão, o requerimento prevê, inicialmente, a ampliação dos trabalhos por até 120 dias, embora ele considere esse período excessivo. “Esse prazo acabaria coincidindo com o calendário eleitoral e poderia dificultar a participação dos parlamentares. Avalio que uma prorrogação de 60 dias seria mais adequada e pode ser concedida dentro desse mesmo pedido”, explicou.

Viana afirmou que irá se reunir com Alcolumbre na próxima semana para debater o assunto. O senador disse que pretende apresentar ao presidente do Senado um conjunto de documentos que demonstra a necessidade de mais tempo para a elaboração de um relatório consistente.

“Já conversei com o presidente Davi Alcolumbre, que se mostrou bastante receptivo ao diálogo. Vou levar toda a documentação reunida pela CPMI, que é extensa e envolve milhares de requerimentos”, afirmou.

Viana destacou ainda que, caso a prorrogação não seja viabilizada pelos meios regimentais, integrantes da comissão avaliam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Essa possibilidade ainda será debatida internamente e pode ser submetida à votação. Antes disso, vou esgotar o diálogo com o presidente do Senado. Acredito que encontraremos uma solução para dar continuidade aos trabalhos”, acrescentou.

CPMI do INSS

Pelo cronograma atual, a CPMI deve encerrar suas atividades em 28 de março. Caso não haja ampliação do prazo, o presidente da comissão afirmou que existe um plano de contingência para cumprir o calendário. “Temos 13 reuniões oficialmente previstas até a última semana de março. As duas últimas serão destinadas à leitura do relatório final e, na quinta-feira, dia 26, à votação do texto, caso a prorrogação não seja aprovada”, explicou.

De acordo com Carlos Viana, desde o início das investigações, a CPMI do INSS realizou 51 reuniões, analisou cerca de 4,8 mil documentos, autorizou 43 quebras de sigilo e identificou 108 empresas suspeitas de participação no esquema de descontos associativos irregulares em benefícios previdenciários.

Na última reunião de 2025, o presidente informou ainda que as oitivas finais deverão se concentrar em representantes de bancos, instituições financeiras e plataformas de pagamento.

Leia mais

Sorocaba
“HumanizAção” acolhe 17 pessoas em situação de rua no sábado (28)
Variedades
Documentário independente sobre parto humanizado estreia na TV Brasil
Variedades
Sessão da Tarde – Saiba qual filme a Globo exibe nesta segunda-feira
Variedades
Fluminense e Vasco decidem último finalista do Campeonato Carioca
Variedades
Não jogue fora as cascas de maçã, coloque em um pote com água e veja o motivo
Variedades
Ele trocou o conforto da cidade pela lida pesada e não quer voltar

Mais lidas hoje