O principal índice da Bolsa de Valores, Ibovespa, aumentou nesta sexta-feira (23), atingindo o maior valor da história ao registrar 180.532,28 pontos, o que marca o quinto dia consecutivo de aumento.
O giro, ainda sólido, foi de R$ 36,0 bilhões, tendo ficado na faixa de R$ 44 bilhões e de R$ 53 bilhões nas duas sessões anteriores, em níveis que só costumam ser vistos em dias de vencimento de opções sobre o Ibovespa.
Na semana, o índice da B3 acumulou ganho de 8,53%. Foi o melhor desempenho para o índice desde abril de 2020 quando colheu ganho de 11,71%. Em janeiro, que termina ao fim da próxima semana, o índice da Bolsa avança 11,01%, o que coloca o mês, até aqui, como o melhor desde novembro de 2023, quando subiu 12,54%. Na semana atual, o Ibovespa avançou em todas as sessões do intervalo, com renovação de recordes e sem interrupções, desde a última terça-feira – então, a 166.276,90 naquele fechamento, em progressão de 12,5 mil pontos entre quarta e sexta.
Na B3, os ganhos mais uma vez se mostraram bem espalhados e consistentes entre as ações de primeira linha, mostrando um quadro em que só há “compradores” sem “vendedores”, o que facilita o índice a ficar esticado em bem pouco tempo. “Contra fluxo não há resistência”, lembra Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença, ao comentar a “estilingada” do Ibovespa em direção ao fechamento do dia – um pouco acomodada no ajuste final.
Antes, em poucos minutos, o índice da B3 saiu dos 178.985,29, às 17h13, para os 180.000,97 pontos, às 17h22, alcançando no melhor momento o novo recorde entre os dias chegando aos 180.532,28 pontos.

