51% dos americanos se opõem à compra da Groenlândia por parte dos Estados Unidos, segundo pesquisa YouGov/The Economist. A sondagem foi realizada entre os dias 16 e 19 de janeiro de 2026, com 1.722 pessoas. Outros 29% apoiam a medida, enquanto 20% dizem não ter certeza.
Durante discurso no Fórum Econômico de Davos, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que estava buscando “negociações imediatas” para comprar a ilha, localizada no Ártico.
Posteriormente, Trump afirmou que chegou a um “rascunho” de um acordo sobre o tema, que seria algo “de longo prazo”.
O republicano não especificou o que está incluído nesse acordo, nem se o texto incluiria a propriedade americana da ilha – mas ele “obtém tudo o que queríamos, inclusive — especialmente — uma segurança nacional real.”
A aquisição apenas encontra apoio entre apoiadores de Trump, pessoas que se disseram conservadoras e apoiadores do partido Republicano. Nesses grupos, mais 50% dos ouvidos na pesquisa apoiam o processo.
No entanto, parlamentares republicanos alertaram que a insistência de Trump sobre o tema pode prejudicá-lo politicamente. O deputado Dan Newhouse, que representa um distrito competitivo no estado de Washington, afirmou: “Não ouvi nenhum motivo convincente para apoiar ações contra aliados da Otan.”
Também em Davos, o governador de Oklahoma, Kevin Stitt, deu o mesmo alerta e tratou a questão como “estranha, já que os Estados Unidos podem colocar bases na Groenlândia.”
O temor é que a aquisição tenha uma repercussão negativa entre os eleitores independentes e moderados a poucos meses das eleições de meio de mandato, quando parte da Câmara e do Senado serão renovados. Aos independentes, 50% dizem se opor à medida; enquanto 55% dos moderados rejeitam.
Com mensagens dúbias, Trump parece ver na Groenlândia a chance de expandir o legado de seu segundo mandato, sendo o responsável por uma nova expansão territorial americana.

