Juiz sequestrado em São Paulo foi vítima de golpe do amor

O auditor fiscal e juiz Samuel de Oliveira Magro, integrante do TIT (Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo), foi alvo de golpe do amor, segundo a Polícia Civil de São Paulo.

Criminosos usaram um aplicativo de relacionamento para atrair o magistrado para um encontro na região da Oscar Freire, área nobre de São Paulo, no último domingo (18). Ao chegar no local, o juiz foi rendido por dois homens armados, que o levaram para um cativeiro em uma comunidade de Osasco, na Grande SP. A vítima dirigia um Hyundai Tucson, que ainda não foi localizado, no momento do sequestro.

Inicialmente, a polícia acreditava que o juiz tinha sido vítima de sequestro-relâmpago por “oportunidade”. Que os criminosos o escolheram aleatoriamente. Mas, após o avanço da investigação, ficou constatado que na verdade foi um golpe do amor, segundo o delegado da Divisão Antissequestro (DAS) de São Paulo, Fábio Nelson.

O auditor fiscal já tinha sido vítima do mesmo golpe em 2021, quando também foi sequestrado.

Resgate

Por já ter sido vítima deste tipo de golpe, quando criminosos se passam por usuários de aplicativos de relacionamento, o auditor fiscal combinou com o marido uma palavra-chave para o caso de um deles estar em perigo.

E foi através deste combinado, que a Polícia descobriu o sequestro.

Após notar a demora em retornar para casa, o marido do juiz ligou pra ele, que conseguiu atender, sob coação dos sequestradores e durante essa ligação, o juiz falou a palavra-chave que alertou o seu cônjuge do perigo que ele corria.

O homem então acionou a polícia, que começou o trabalho de inteligência. Através da DAS (Delegacia Antissequestro) e do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), os agentes descobriram o local do cativeiro e resgataram a vítima na madrugada desta terça-feira (20).

No local, os policiais encontraram, além da vítima rendida, quatro criminosos. Posteriormente, um quinto suspeito foi preso também. Entre eles, há um menor de idade.

O juiz estava bem, não sofreu ferimentos e disse à polícia que os sequestradores tentaram fazer transferências bancárias, mas não conseguiram.

“Os criminosos não o agrediram fisicamente, mas ele foi muito pressionado, muito coagido a fornecer informações”, afirmou o Delegado Geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, em coletiva de imprensa nesta terça-feira.

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