Presos tomam o controle de prisões e fazem 46 reféns na Guatemala

As forças de segurança da Guatemala trabalharam para retomar o controle de três prisões neste sábado (17), após rebeliões de detentos que fizeram pelo menos 46 pessoas reféns. Segundo as autoridades, os acontecimentos são de membros de gangues que exigem maiores privilégios.

O ministro do Interior, Marco Antonio Villeda, afirmou que os motins foram coordenados nas três unidades prisionais, supostamente organizados pela gangue Barrio 18, cujo líder buscava transferência para outro centro em busca de melhores condições e tratamento diferenciado, segundo o ministério.

Na prisão de segurança máxima Renovación 1, em Escuintla, detentos mascarados ocuparam as torres de vigia, enquanto policiais e soldados formavam um perímetro externo com ambulâncias e caminhões de bombeiros de prontidão.

Os presos atearam fogo em colchões em protesto contra as inspeções do sistema penitenciário, de acordo com o chefe de polícia Jaime Martinez.

Entre os reféns estavam principalmente guardas de segurança e um psicólogo. Até a tarde de sábado, não havia relatos de mortos ou feridos, segundo Villeda, que prometeu não negociar com o que chamou de grupos terroristas nem restaurar privilégios aos líderes das gangues.

Embora situações de reféns envolvendo guardas prisionais já tenham ocorrido anteriormente na Guatemala, o número atual de reféns é notavelmente maior do que em incidentes passados, segundo as autoridades.

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