Lula na PF, Bolsonaro na Papudinha: veja onde ex-presidentes ficaram presos

A prisão de ex-chefes do Executivo brasileiro coloca em evidência as condições de cumprimento de pena para figuras que ocuparam o cargo máximo do país. Seja por meio da prisão especial ou salas de Estado-Maior, a realidade das instalações varia drasticamente: de celas adaptadas em superintendências da Polícia Federal a coberturas à beira-mar ou alojamentos em batalhões militares.

Confira abaixo os detalhes dos locais de detenção de ex-presidentes do Brasil:

Bolsonaro: 64m² na ‘Papudinha’

Transferido da Superintendência da Polícia Federal nesta quinta-feira (15), o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida popularmente como “Papudinha”, situada dentro do complexo da Papuda.

A transferência, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, visou garantir condições de Sala de Estado-Maior adequadas à prerrogativa do cargo. As instalações contrastam com a cela anterior na PF:

Dimensão: O espaço possui cerca de 64 metros quadrados (incluindo uma área externa de 10m²);

Estrutura: A acomodação assemelha-se a um pequeno apartamento ou alojamento, dividida em quarto, sala, cozinha, banheiro e lavanderia;

Comodidades: O local dispõe de cama de casal, televisão, geladeira, chuveiro com água quente e área privativa para banho de sol, sem a rigidez de horários das celas comuns;

Vizinhança: A “Papudinha” é conhecida por abrigar policiais e ex-autoridades que necessitam de isolamento da massa carcerária comum. Outros nomes ligados ao governo anterior, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, também foram designados para esta unidade;

Lula: 15m² na Superintendência da PF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu detido por 580 dias, entre 2018 e 2019, na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba (PR). A prisão ocorreu após condenação na Operação Lava-Jato, revertida posteriormente pelo STF.

O local foi tratado no despacho do então juiz Sergio Moro como uma “sala de Estado-Maior”. As características do cárcere incluíam:

Dimensão: Uma cela de aproximadamente 15 metros quadrados;

Mobiliário: Cama de solteiro, armário e um pequeno banheiro privativo;

Isolamento: Lula ficou separado dos demais custodiados, vigiado 24 horas por dia, com uma janela que dava vista apenas para um corredor interno;

Collor: Da prisão comum à cobertura de luxo

Fernando Collor de Mello, preso em 2024, vivenciou dois cenários distintos. Inicialmente, passou uma semana no presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió (AL). Contudo, devido à idade e saúde, migrou para prisão domiciliar.

O local de cumprimento da pena contrasta com o ambiente carcerário:

Localização: Um apartamento na orla da praia de Ponta Verde, área nobre de Maceió;

Estrutura: Cobertura duplex de 600 metros quadrados, com piscina privativa, bar e quatro suítes;

Valor: O imóvel foi avaliado pela Justiça do Trabalho em R$ 9 milhões em 2024;

Temer: Trânsito entre Rio e SP

Michel Temer, preso preventivamente em 2019 (caso Eletronuclear), passou por duas sedes da Polícia Federal antes de ser solto.

Primeiro, ficou na Superintendência da PF no Rio de Janeiro por quatro dias, em uma sala com cama, ar-condicionado e banheiro privativo. Meses depois, foi detido na Superintendência da PF em São Paulo (Lapa). Ele foi alocado em uma cela especial que, segundo o STF, devia oferecer condições adequadas de higiene e segurança. O emedebista permaneceu no local por uma semana.

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