A reunião realizada nesse domingo (4) da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para discutir o ataque dos EUA a Venezuela e captura de Nicolás Maduro e sua esposa, acabou sem consenso para a publicação de uma nota conjunta. Em encontro que durou aproximadamente duas horas, o Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que reforçou a posição adotada pelo presidente Lula. Nas redes sociais, o presidente afirmou que a ação “ultrapassam uma linha inaceitável” e “representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela”.
Participaram também do encontro os principais países da América Latina, incluindo a Argentina, que foi contra a publicação de uma declaração conjunta. Mais cedo, Brasil México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha publicaram uma declaração demostrando preocupação com “apropriação externa” de recursos naturais da Venezuela e pede que a ONU atue para a desescalada de tensões, após o ataque dos Estados Unidos.
Amanhã, o Conselho de Segurança da ONU se reúne às 12h de Brasília para também discutir a questão.

