Filhos de Bolsonaro comemoram prisão de Maduro e atacam Lula

Os filhos de Jair Bolsonaro utilizaram as redes sociais neste sábado (3) para comemorar a prisão de Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, e criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador Flavio Bolsonaro disse que Lula não está preocupado com a soberania da Venezuela e sim com ele mesmo. “Lula não deu uma palavra sobre os mais de 8 milhões de venezuelanos que fugiram para outros países, inclusive o Brasil, por medo da miséria e da perseguição da ditadura de Maduro”, escreveu no X.

Também afirmou em outro post que “aVenezuela tornou-se um dos exemplos mais extremos de como um regime autoritário pode destruir uma nação” e que “Maduro utilizava o território venezuelano como rota estratégica para a distribuição de drogas para diversos países”. Também afirmou que “Lula será delatado” e que esse é o “fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.

Eduardo Bolsonaro afirmou que o regime de Maduro é  “o é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo” e que “Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade!”, disse também no X. “Na verdade, a sua preocupação [de Lula] é o que Maduro pode falar sobre suas relações criminosas com o Foro de São Paulo, narcoterrorismo, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e fraudes eleitorais. Vamos ver as cenas dos próximos capítulos”, também escreveu em outro post.

Carlos Bolsonaro publicou um grande texto em suas redes sociais, acusando a Venezuela de integrar uma rede de poder que utiliza de ideologia e crime organizado. “O regime venezuelano tornou-se, ao longo dos anos, um eixo estratégico dessa rede. Diversas investigações internacionais, relatórios e denúncias apontam para a infiltração do tráfico de drogas em setores do Estado, criando um sistema no qual o crime organizado deixa de ser um ator marginal e passa a integrar a própria lógica de poder. Esse modelo não se limita à Venezuela: ele se espalha por rotas que cruzam a Colômbia, a América Central, o Caribe e alcançam o Brasil, sempre protegido por discursos políticos que tentam deslegitimar qualquer questionamento rotulando-o como “perseguição ideológica”, escreveu no X.

Ataque e prisão de Maduro

Trump confirmou neste sábado que forças do país realizaram “com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e Maduro, que foi, junto com a primeira-dama, Cilia Flores, capturado e retirado do país”. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, disse Trump em sua rede Truth Social.

O anúncio foi feito após uma madrugada de explosões em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. Relatos locais indicam ataques contra infraestruturas estratégicas, incluindo o Forte Tiuna (complexo militar onde fica a sede do Ministério da Defesa) e a base aérea de La Carlota. A Venezuela disse que os bombardeios dos Estados Unidos ocorridos em várias regiões do país, incluindo a capital, atingiram civis.

“Forças invasoras (…) profanaram nosso solo sagrado nas localidades de Fuerte Tiuna, Caracas, nos estados Miranda, Aragua e La Guaira, chegando a atingir, com seus mísseis e foguetes disparados de helicópteros de combate, áreas urbanas de população civil”, disse o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López.

O general afirmou que estão reunindo “as informações referentes a feridos e mortos diante do ataque vil e covarde” dos Estados Unidos. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado que Nicolás Maduro foi preso pelos Estados Unidos e enfrentará um julgamento criminal no país norte-americano. Rubio também disse que, agora que o líder venezuelano foi capturado, não são esperadas novas ações militares dos EUA no país sul-americano.

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