Diversas nações europeias e a UE (União Europeia) se manifestaram sobre a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, neste sábado (3), que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Enquanto o bloco europeu questiona a legitimidade do governo venezuelano, líderes do continente fazem apelos pela moderação e pelo respeito ao direito internacional.
A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, informou ter mantido contato com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para tratar dos desdobramentos em Caracas. Kallas reiterou que a posição da UE é de que Maduro carece de legitimidade, defendendo uma transição pacífica.
Contudo, a diplomata enfatizou a necessidade de que os princípios da Carta da ONU sejam respeitados em todas as circunstâncias. Segundo Kallas, a segurança dos cidadãos europeus em território venezuelano é a prioridade imediata do bloco neste momento.
Monitoramento de cidadãos e equipes de crise
Diferentes países europeus ativaram protocolos de emergência para acompanhar a situação de suas comunidades na região:
- Espanha: O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que o governo acompanha os eventos de perto e que os consulados e a embaixada permanecem operacionais, apelando para uma desescalada do conflito.
- Alemanha e Itália: Confirmaram que equipes de crise monitoram a segurança de seus cidadãos em Caracas e os desdobramentos da intervenção armada.
- Bélgica: O ministro Maxime Prévot comunicou que a embaixada belga em Bogotá está mobilizada para responder à crise em coordenação com parceiros europeus.
- Holanda: O ministro David van Weel relatou que a situação na capital venezuelana ainda não é clara e que mantém contato direto com a embaixada local.
- Polônia: O Ministério das Relações Exteriores está verificando o número de poloneses no país, embora ainda não tenha recebido pedidos de assistência.
O que se sabe sobre ataque dos EUA que capturou Nicolás Maduro na Venezuela
Reações divergentes no continente
Diferente da postura de cautela da maior parte do bloco ocidental, a Bielorrússia condenou categoricamente a ação. O presidente Alexander Lukashenko classificou a intervenção dos EUA como uma “agressão armada” e uma ameaça direta à segurança internacional.
Na Rússia, aliada estratégica do regime de Maduro, o Ministério das Relações Exteriores também utilizou o termo “ato de agressão armada” para descrever os ataques, defendendo soluções via diálogo para evitar uma escalada ainda maior na América Latina.
Contexto da operação militar
O ataque, confirmado pelo presidente Donald Trump, começou por volta das 3h (horário de Brasília) deste sábado, com registros de explosões e aeronaves em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
A operação das forças especiais americanas ocorreu após meses de tensões crescentes e acusações de narcoterrorismo contra Maduro, que possui uma recompensa de 50 milhões de dólares oferecida pelo governo dos EUA por sua captura.

