Mulheres do esporte protestam após ataque de Bap à comentarista da Globo

Mulheres que trabalham na mídia esportiva e dentro de clubes brasileiros estão aderindo a uma corrente nas redes sociais em solidariedade a Renata Mendonça, comentarista da Globo, que foi atacada verbalmente pelo presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, foi uma das que compartilhou o recado intitulado “nem no Natal o machismo tira folga, repudio o ataque de Bap à jornalista Renata Mendonça”, criticando a atitude do dirigente em transmissão na FlaTV, nesta quarta (24). 

“Tem lá a nariguda da Globo que fica falando mal da gente e tudo mais, do futebol, que não estimula (o futebol feminino). Dá vontade de falar: ‘filha, convence a sua empresa a botar R$ 10 milhões por ano, R$20 milhões por ano em direitos de transmissão que aí a coisa fica melhor”, disse Bap.

O mandatário do rubro-negro rebatia um protesto da jornalista, que em outubro deste ano expôs as diferenças de estrutura e investimento entre o futebol feminino e masculino.

“Minha solidariedade à competente jornalista Renata Mendonça, vítima de um ataque machista feito pelo presidente do Flamengo. De um dirigente de um grande clube, espera-se condutas exemplares, nunca misoginia”, afirmou Leila após o ataque.

“Infelizmente, ainda existem homens que desprezam o trabalho das mulheres no futebol. Mas não vamos baixar a guarda! Seguiremos lutando para mostrar que lugar de mulher é onde nós quisermos”, completou.

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Já as mulheres da mídia esportiva compartilharam uma mesma mensagem, criticando a menção do presidente à aparência física da jornalista e destacando a trajetória profissional de Renata.

Confira nota na íntegra:

“Nós, mulheres que atuam na cobertura esportiva e também nos bastidores da comunicação, manifestamos nossa total solidariedade à jornalista Renata Mendonça, da TV Globo, alvo de uma declaração ofensiva, machista e inaceitável por parte do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista”, iniciou a nota.

“Ao se referir à aparência física de uma profissional, o dirigente ultrapassa qualquer limite do debate esportivo e do direito à crítica. Trata-se de um ataque pessoal, que nada tem a ver com jornalismo e reforça práticas misóginas historicamente usadas para constranger e deslegitimar mulheres.

Renata Mendonça construiu uma trajetória marcada por trabalho incansável, competência e compromisso com o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil, dando visibilidade, profundidade e credibilidade a uma modalidade que por muito tempo foi negligenciada. Seu trabalho é reconhecido por colegas, atletas, clubes e pelo público.

A fala de BAP não atinge apenas uma jornalista, mas todas as mulheres que atuam no meio esportivo e que seguem enfrentando tentativas de intimidação e desqualificação.

De dirigentes e representantes institucionais, espera-se responsabilidade, respeito e compreensão do peso de suas palavras. O machismo não é opinião, não é crítica e não pode ser normalizado.”

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